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Arquivo mensal: julho 2012

Publicações – Conheça seus limites

 

O fator humano

Limitações humanas são a causa da maioria dos acidentes. Estas limitações dependem  da natureza de cada indivíduo e são relacionadas a problemas físicos, fisiológicos e psicológicos.

Limitações físicas

Regras Gerais

• É importante conhecer as suas próprias limitações físicas para o trabalho a ser executado, reduzindo assim o risco de acidentes.
• As características individuais influenciam tais limitações físicas (peso, dimensões, desenvolvimento muscular, idade, atividade de formação, etc).

Em qualquer caso, a força que uma pessoa normal pode exercer, esta relacionada com o período em que se aplica esta força. Um homem trabalhando de maneira contínua pode desenvolver uma potência de 70-140 W, enquanto que de maneira instantanea pode chegar a mais de 3000 W. Para realizar o trabalho com segurança,exige-se a participação ativa dos sentidos, especialmente a visão, que controla 90% do nosso trabalho, e a audição. Ao se forçar a visão podem ocorrer dores de cabeça, fadiga e cansaço.

O ouvido é adaptado a uma grande variedade de situações de som, embora a sua capacidade de percepção é afetada com a idade e pela xposição continuada a sons de elevada intensidade. Jovens inexperientes e idosos com capacidade física reduzida pela idade têm maior risco de sofrer acidentes.

Recomendações de Segurança

Para trabalhar com segurança evitando a fadiga, recomendamos:
Posicionar-se no posto de trabalho numa posição cômoda, confortavel;


Conhecer e trabalhar dentro de suas próprias limitações ( tamanho, idade, força, etc.) e utilizando 25% da aptidão muscular, pode-se trabalhar por um período de tempo maior.

Fazer pausas frequentes e de curta duração durante a jornada de trabalho.

Nunca superestimar sua habilidade de reação, precisamos sempre de 1 / 3 de segundo para iniciarmos a reação.

Nos controles e contatos entre o homem e a máquina, respeitar as condições ergonômicas (dimensional e outros), fazendo com que o individuo possa executar o manejo da máquina de forma segura.

A plataforma de operações deve ter as seguintes características:

Alavancas e pedais dispostos de maneira acessível no posto de trabalho.

As alavancas e controles devem exigir esforços de acionamento compativeis com o  tipo de trabalho, e proporcional ao elemento do corpo que vai acioná-la.

Os controles da máquina devem ter uma resposta logica para a ação que os aciona.

Associação de cores dos dispositivos e controles informando os riscos, ou aviso de situações de perigo (vermelho, amarelo, verde, etc.)

Apoio e assentos confortáveis, coerente com a posição de trabalho e ajustável ao peso e as dimensões da pessoa que ocupa.


O acesso confortável e seguro, com suporte para mãos e pés.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br

 

Enquete

Segundo o CTB (código brasileiro de trânsito), para que um trator circule em vias públicas é necessário que o operador possua CNH nas seguintes categorias C, D ou E. Então gostaríamos de  saber a opinião de vocês sobre isso!

Vocês acham necessário o uso de Habilitação para dirigir o trator em vias públicas?

Respondam a enquete e deixem comentários.

 

Publicações – Condução de Tratores em Vias Públicas

Com a finalidade de preservar vidas, alguns cuidados devem ser tomados ao circularem com tratores nas estradas, rodovias e outras vias públicas, seja no meio urbano ou rural ao longo do país.

Segundo o código de trânsito brasileiro, os usuários das vias, ou seja, aqueles que utilizam as rodovias devem evitar situações que possam constituir perigo para o trânsito de veículos, de pessoas ou animais, causarem danos a propriedades públicas ou privadas. (CTB, art. 26, I e II).

O trator é um veículo automotor destinado à movimentação de cargas para o trabalho agrícola ou com o intuito de tracionar outros veículos e maquinários, só podendo ser conduzidos, na via pública, por condutor habilitado nas categorias “C”, “D” ou “E”, conforme art. 144 do CTB.
É legalmente possível transitar em vias públicas com um trator?
Os tratores têm autorização para transitar em rodovias, mas para isso é necessário o registro e licenciamento do DETRAN – Departamento Estadual de Trânsito, recebendo pelo DETRAN uma numeração especial, de acordo com o art. 115, CTB. O veículo será identificado externamente por meio de placas dianteira e traseira, sendo estas lacradas em sua estrutura, obedecidas as especificações e modelos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN.
O que é necessário para se circular em vias públicas?
O trator ao circular em vias públicas deve permanecer com os faróis dianteiros acesos de luz branca ou amarela.
 Possuir dispositivos de sinalização traseira de cor vermelha, lanternas de freio de cor vermelha, indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiros e traseiros.
 Fonte: Pedro Ribeira Ferreira
Pneus que ofereçam condições mínimas de segurança.
De maneira nenhuma transitar transportando pessoas no veículo ou sobre os pára-lamas do mesmo. Lembrando que essas regras se aplicam ao trator e a carreta agrícola caso seja utilizada.
Fonte: Pedro Ribeira Ferreira
É proibido o trânsito de tratores nas vias públicas tracionando outro veículo, por corda ou cabo de aço, também não é possível rebocar: pulverizadores, plantadoras ou semeadoras, capinadoras, roçadoras, arados, grades, subsoladores ou outro implemento agrícola qualquer que seja, com exceção apenas de carreta agrícola, desde que esta esteja devidamente sinalizada.
   
Ao tratorista é indispensável o uso do cinto de segurança seja em vias públicas ou em propriedades.
COLHEDORAS, PODEM TRANSITAR EM RODOVIAS?
Para colhedoras, devido às grandes dimensões e ao grande perigo que representam quando estão em deslocamento, é proibido o trânsito delas nas rodovias, haja vista estar em desconformidade com o que preceitua a Resolução nº 210/06 do CONTRAN (estabelece os limites de peso e dimensões para veículos que transitem por vias terrestres e dão outras providências), mesmo com a plataforma de colheita desmontada.
Dessa forma, o modo correto e seguro para o transporte de colhedoras é embarcada em um caminhão, no caso de travessia de propriedades rurais que passam por vias públicas, a manobra deve ser informada ao Posto de Policiamento Rodoviário mais próximo, para que haja o acompanhamento desta operação por policiais rodoviários, para que assim possam garantir a continuidade do seu trabalho com segurança.
É proibido circular com tratores ou outros veículos de dimensões ou cargas superiores aos limites estabelecidos pelo Código Brasileiro de Transito:
• Largura máxima=2,60 m.
• Altura máxima=4,40 m.
• Comprimento total:
• Veículos simples=14 m
• Veículos articulados=18,15 m
• Veículos com reboque=19,80 m
Transportar pessoas fora da lotação prevista para o veículo, sendo que crianças em hipótese alguma deverão ser transportadas no trator, ou ainda, conduzindo o veículo transportando passageiros na rodovia em carretas agrícolas.
 

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Eventos – 42° CONBEA 2013

 

Eventos – I Congresso Nacional Multidisciplinar de Ruído Ambiental Urbano e Ruído Aéreo

 

O evento será realizado de de 11 a 14 de Setembro em Fortaleza – CE

 

Vídeos – Homem morre em acidente com trator

 

Publicações – Riscos na Utilização de Mecanismos de Engrenagens

Medidas de prevenção devem ser adotadas quando se trabalha com mecanismos de engrenagens acionados pela máquina e que podem entrar em contato com qualquer parte do corpo do operador, incluindo o cabelo ou a roupa de trabalho, estes mecanismos, devem ser adequadamente protegidos. Em qualquer caso, é necessário recolocar os dispositivos de segurança quando forem removidos, depois de fazer  ajustes ou reparos. Infelizmente, tem sido uma prática comum a retirada dos dispositivos e das proteções de segurança, acreditando-se por parte dos operadores ser um mecanismo desnecessário, que dificulta as operações de manutenção e reduz a eficiencia do trabalho. Conhecer os pontos de perigo, localizá-los na máquina, é um fator importante para a redução dos acidentes com este tipo de mecanismo, após conhece-los, evite abordá-los quando a máquina está em funcionamento, evitando assim fazer qualquer intervenção. Havendo necessidade aguarde até que a máquina seja desligada e todas as peças imobilizadas, assim podemos reduzir os acidentes com estes mecanismos.

ARMADILHA OU PONTOS DE FIXAÇÃO

Cada componente de uma máquina rotativa é um ponto de potencial aprisionamento, embora seja o eixo cardã o principal elementos responsável por acidentes devido ao aprisionamento. Muitas vezes, um fio basta para começa a arrastar  uma peça do vestuário ou partes do corpo do operador, como uma luva.

Uma simples linha pode ocasionar um grave acidente

Nestes casos, se a roupa possui as fibras mais fortes, partes do corpo do operador são tracionados e enrolados em torno do eixo, pois a rotação e força é tal que poucas pessoas conseguem escapar de tracionadas para o eixo em movimento. Com a rotação do dispositivo, a pessoa que for pega pode ter arrancada os braços ou as pernas, podendo vir a óbito e tudo isso acontecendo em uma fração de segundo. Se a roupa se rasgar, os feridos têm uma pequena probabilidade de escapar com algumas lesões, mas geralmente as roupas trabalho são bastante resistentes e podem suportar este tipo de evento. Um acidente como este também pode acontecer a quem tem cabelos compridos, as vezes, um simples descuido do operador possa e o cabelo é enrolado em torno do eixo ou de peças das máquinas  em movimento o que pode causar lesões graves e permanentes.

Cuidado com as extremidades do eixos que não possuem proteção

Os eixos de transmissão lisos, muitas vezes parecem inofensivos. Note-se, no entanto, que também podem enrolar o vestuário, especialmente se as superficies estão rugosas, ásperas devido à oxidação, ou o acúmulo de sujeira.

Os molinetes e ancinhos das colhedoras também são considerados perigosos. Por causa de seu papel devem estar descobertos para alcançar as plantas e recolhe-las por isso a probabilidade de que haja um acidente com os eixos em movimento são grandes.

MEDIDAS PREVENTIVAS A TOMAR EM PONTOS DE APRISIONAMENTO E TRAVAMENTO

 A tomada de força de tratores devem ser protegidas por um escudo localizado acima da ponta, e um revestimento protetor que serve quando a máquina não estiver sendo usado.

Quando a tomada de força (PTO) não está sendo usada, deve ser colocada a proteção. Através do uso de protetores aprovados, os perigos dos eixos de transmissão de força são mínimos. Em caso de danos estes protetores devem ser substituídos imediatamente. É importante notar que, em muitas fazendas essas proteções são removidas, este é um erro cometido  frequentemente e que pode ser explicado pela falta de informação e consciência dos riscos que tal ação pode trazer ao operador.

EIXO DE TRANSMISSÃO DE FORÇA (PTO)

O eixo de transmissão de força (PTO) tem, em cada extremidade, uma união de cardâns, sendo o conjunto envolto por uma capa protetora. Esses eixos de transmissão de força são a fonte de muitos acidentes e ele foi incluído no grupo das “MÁQUINAS PERIGOSAS.”

Para reduzir as margens de risco é obrigatorios seguir as recomendações abaixo:

 – Manter as proteções dos eixos no lugar

– Caso estejam danificados substituí-los imediatamente.
– As proteções devem permanecer fixadas através de sistemas anti-rotação, constituídos por uma embalagem de proteção e a extremidade equipada com dobras de proteção.

Aliado a esses cuidados a informação e a conscientização dos operadores contribuirão pra a redução dos acidentes com mecanismos rotativos.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br

 

Notícias – Homem morre após sofrer acidente de trator em fazenda, diz polícia em MS

Parentes disseram a polícia que veículo tombou e prendeu o homem. Caso foi registrado como morte a esclarecer e será investigado. Um homem de 57 anos morreu enquanto usava um trator para trabalhar em uma fazenda na manhã desta segunda-feira (11) em Piraputanga, distrito de Aquidauana, a 143 km de Campo Grande. Segundo informações da Polícia Civil, parentes da vítima disseram que o veículo tombou e prendeu o trabalhador. Ainda conforme a polícia, o homem chegou a ser socorrido e levado ao pronto-socorro em Aquidauana, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Aquidauana. O caso foi registrado como morte a esclarecer na 1ª delegacia de polícia da cidade e uma equipe da perícia fez análise no local do acidente.

Fonte: G1 MS

 

Publicações – Estruturas de Proteção ao Capotamento

Nos EUA, as mortes por capotamento de tratores agrícolas têm sido um problema identificado desde 1920, e hoje ainda continua liderando as causas de morte na agricultura daquele país.

Dicas de prevenção

HUMANOS

Para os agricultores é recomendada a formação de um estabelecimento de ensino, o condutor deve conhecer as possíveis reações do trator e as situações de risco que podem estar presentes. Durante a operação do trator a atenção deve ser constante, evitando o excesso de autoconfiança.

FÍSICA

No trabalho:

– Aplicar o senso comum para cada risco, observe a inclinação máxima e sempre mantenha uma distância mínima de dois metros das bordas, valas, etc., cuidados na mudança de direção em relação a buracos ou irregularidades do terreno.

– Ao trafegar entre áreas com desnível sempre utilizar acessos adequados para mudar de áreas, a inversão nas encostas deve ser feita de forma harmoniosa e com o implemento levantado de tal forma que a frente do trator fique sempre na parte mais baixa do terreno.

 – Não há necessidade de rebocar máquinas pesadas em declives acentuados, existe o risco de tombar para trás, se uma máquina é montada e esta suspensa acima do centro de gravidade do trator.

– Quando você inicia a descida em um terreno com o reboque carregado, defina a menor velocidade para evitar alterações e perda de controle do trator.

– Soltar o pedal da embreagem do trator sempre de forma suave e progressiva. Em modelos automáticos, deve acelerar suavemente após a ativação da mudança.

– Na ocorrência de tombamento e o trator estando equipado com estrutura de proteção ao capotamento (EPC) e cinto de segurança, segure firme no volante e NUNCA tente saltar.

Durante o deslocamento do trator utilize a trava de segurança dos freios mantendo-os sempre unidos.

Ao rebocar outras máquinas, certifique-se que o acoplamento do cabo de aço foi feito na barra de tração para garantir que o ponto de engate é o mais baixo possível.

Segundo Loringer, nos EUA, as mortes por capotamento de tratores agrícolas têm sido um problema identificado desde 1920, e hoje ainda continua liderando as causas de morte na agricultura daquele país.

Springfeldt, afirma que sérias lesões causadas por capotamento do trator podem ser prevenidas pelo uso da estrutura de proteção ao capotamento (ROPS). Em alguns países, as autoridades já estabeleceram a obrigação do uso dessa medida de segurança há muitos anos e, em outros existe apenas recomendação. Na Suécia, a obrigatoriedade do uso dessa proteção em tratores novos foi estabelecida em 1959, na Dinamarca em 1967, Finlândia, 1969, Inglaterra e Nova Zelândia 1970 e Estados Unidos1972. O autor relata que na Suécia a frequência de acidentes fatais por capotamento para cada 100.000 tratores, foi reduzida de 17 para 0,3/ano, desde que foi introduzida a obrigatoriedade do uso da proteção ao capotamento.

Gassend em trabalho sobre acidentes fatais com tratoristas em Zagreb (Croácia) refere que a grande maioria dos acidentes (79%) foi por capotamento de trator.

Já Carlson et al. em estudo sobre dados referentes a lesões envolvendo operações agrícolas com tratores em 5 estados do Meio-Oeste dos Estados Unidos da América, referem que 1/3 de todas as lesões reportadas ocorrem no momento de subir ou descer do trator. Douphrate em estudo sobre lesões provocadas por tratores no Colorado (Estados Unidos da América), no período de 1992 – 2004, reporta que uma grande porcentagem dos acidentes (21%), ocorreram no momento de subir ou descer da máquina, e acrescenta que o tornozelo foi o local mais envolvido nas lesões. O autor sugere inclusive investigação no “design” relacionado à segurança quanto ao ato de subir e descer dos tratores. Em seu trabalho, somente 21% dos acidentes foram por capotamento do trator. Lee et al em trabalho semelhante também observaram que em mais de 40% das lesões relacionadas ao trator ocorreram no momento de subir ou descer da máquina.

Conscientização do operador, conhecimento da máquina e treinamento podem contribuir e muito para a redução dos acidentes com máquinas agrícolas.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br

 

Eventos – Conbea 2013

 
 
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