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Arquivo mensal: julho 2012

Publicações – Conheça seus limites

 

O fator humano

Limitações humanas são a causa da maioria dos acidentes. Estas limitações dependem  da natureza de cada indivíduo e são relacionadas a problemas físicos, fisiológicos e psicológicos.

Limitações físicas

Regras Gerais

• É importante conhecer as suas próprias limitações físicas para o trabalho a ser executado, reduzindo assim o risco de acidentes.
• As características individuais influenciam tais limitações físicas (peso, dimensões, desenvolvimento muscular, idade, atividade de formação, etc).

Em qualquer caso, a força que uma pessoa normal pode exercer, esta relacionada com o período em que se aplica esta força. Um homem trabalhando de maneira contínua pode desenvolver uma potência de 70-140 W, enquanto que de maneira instantanea pode chegar a mais de 3000 W. Para realizar o trabalho com segurança,exige-se a participação ativa dos sentidos, especialmente a visão, que controla 90% do nosso trabalho, e a audição. Ao se forçar a visão podem ocorrer dores de cabeça, fadiga e cansaço.

O ouvido é adaptado a uma grande variedade de situações de som, embora a sua capacidade de percepção é afetada com a idade e pela xposição continuada a sons de elevada intensidade. Jovens inexperientes e idosos com capacidade física reduzida pela idade têm maior risco de sofrer acidentes.

Recomendações de Segurança

Para trabalhar com segurança evitando a fadiga, recomendamos:
Posicionar-se no posto de trabalho numa posição cômoda, confortavel;


Conhecer e trabalhar dentro de suas próprias limitações ( tamanho, idade, força, etc.) e utilizando 25% da aptidão muscular, pode-se trabalhar por um período de tempo maior.

Fazer pausas frequentes e de curta duração durante a jornada de trabalho.

Nunca superestimar sua habilidade de reação, precisamos sempre de 1 / 3 de segundo para iniciarmos a reação.

Nos controles e contatos entre o homem e a máquina, respeitar as condições ergonômicas (dimensional e outros), fazendo com que o individuo possa executar o manejo da máquina de forma segura.

A plataforma de operações deve ter as seguintes características:

Alavancas e pedais dispostos de maneira acessível no posto de trabalho.

As alavancas e controles devem exigir esforços de acionamento compativeis com o  tipo de trabalho, e proporcional ao elemento do corpo que vai acioná-la.

Os controles da máquina devem ter uma resposta logica para a ação que os aciona.

Associação de cores dos dispositivos e controles informando os riscos, ou aviso de situações de perigo (vermelho, amarelo, verde, etc.)

Apoio e assentos confortáveis, coerente com a posição de trabalho e ajustável ao peso e as dimensões da pessoa que ocupa.


O acesso confortável e seguro, com suporte para mãos e pés.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br

 

Enquete

Segundo o CTB (código brasileiro de trânsito), para que um trator circule em vias públicas é necessário que o operador possua CNH nas seguintes categorias C, D ou E. Então gostaríamos de  saber a opinião de vocês sobre isso!

Vocês acham necessário o uso de Habilitação para dirigir o trator em vias públicas?

Respondam a enquete e deixem comentários.

 

Publicações – Condução de Tratores em Vias Públicas

Com a finalidade de preservar vidas, alguns cuidados devem ser tomados ao circularem com tratores nas estradas, rodovias e outras vias públicas, seja no meio urbano ou rural ao longo do país.

Segundo o código de trânsito brasileiro, os usuários das vias, ou seja, aqueles que utilizam as rodovias devem evitar situações que possam constituir perigo para o trânsito de veículos, de pessoas ou animais, causarem danos a propriedades públicas ou privadas. (CTB, art. 26, I e II).

O trator é um veículo automotor destinado à movimentação de cargas para o trabalho agrícola ou com o intuito de tracionar outros veículos e maquinários, só podendo ser conduzidos, na via pública, por condutor habilitado nas categorias “C”, “D” ou “E”, conforme art. 144 do CTB.
É legalmente possível transitar em vias públicas com um trator?
Os tratores têm autorização para transitar em rodovias, mas para isso é necessário o registro e licenciamento do DETRAN – Departamento Estadual de Trânsito, recebendo pelo DETRAN uma numeração especial, de acordo com o art. 115, CTB. O veículo será identificado externamente por meio de placas dianteira e traseira, sendo estas lacradas em sua estrutura, obedecidas as especificações e modelos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN.
O que é necessário para se circular em vias públicas?
O trator ao circular em vias públicas deve permanecer com os faróis dianteiros acesos de luz branca ou amarela.
 Possuir dispositivos de sinalização traseira de cor vermelha, lanternas de freio de cor vermelha, indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiros e traseiros.
 Fonte: Pedro Ribeira Ferreira
Pneus que ofereçam condições mínimas de segurança.
De maneira nenhuma transitar transportando pessoas no veículo ou sobre os pára-lamas do mesmo. Lembrando que essas regras se aplicam ao trator e a carreta agrícola caso seja utilizada.
Fonte: Pedro Ribeira Ferreira
É proibido o trânsito de tratores nas vias públicas tracionando outro veículo, por corda ou cabo de aço, também não é possível rebocar: pulverizadores, plantadoras ou semeadoras, capinadoras, roçadoras, arados, grades, subsoladores ou outro implemento agrícola qualquer que seja, com exceção apenas de carreta agrícola, desde que esta esteja devidamente sinalizada.
   
Ao tratorista é indispensável o uso do cinto de segurança seja em vias públicas ou em propriedades.
COLHEDORAS, PODEM TRANSITAR EM RODOVIAS?
Para colhedoras, devido às grandes dimensões e ao grande perigo que representam quando estão em deslocamento, é proibido o trânsito delas nas rodovias, haja vista estar em desconformidade com o que preceitua a Resolução nº 210/06 do CONTRAN (estabelece os limites de peso e dimensões para veículos que transitem por vias terrestres e dão outras providências), mesmo com a plataforma de colheita desmontada.
Dessa forma, o modo correto e seguro para o transporte de colhedoras é embarcada em um caminhão, no caso de travessia de propriedades rurais que passam por vias públicas, a manobra deve ser informada ao Posto de Policiamento Rodoviário mais próximo, para que haja o acompanhamento desta operação por policiais rodoviários, para que assim possam garantir a continuidade do seu trabalho com segurança.
É proibido circular com tratores ou outros veículos de dimensões ou cargas superiores aos limites estabelecidos pelo Código Brasileiro de Transito:
• Largura máxima=2,60 m.
• Altura máxima=4,40 m.
• Comprimento total:
• Veículos simples=14 m
• Veículos articulados=18,15 m
• Veículos com reboque=19,80 m
Transportar pessoas fora da lotação prevista para o veículo, sendo que crianças em hipótese alguma deverão ser transportadas no trator, ou ainda, conduzindo o veículo transportando passageiros na rodovia em carretas agrícolas.
 

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Eventos – 42° CONBEA 2013

 

Eventos – I Congresso Nacional Multidisciplinar de Ruído Ambiental Urbano e Ruído Aéreo

 

O evento será realizado de de 11 a 14 de Setembro em Fortaleza – CE

 

Vídeos – Homem morre em acidente com trator

 

Publicações – Riscos na Utilização de Mecanismos de Engrenagens

Medidas de prevenção devem ser adotadas quando se trabalha com mecanismos de engrenagens acionados pela máquina e que podem entrar em contato com qualquer parte do corpo do operador, incluindo o cabelo ou a roupa de trabalho, estes mecanismos, devem ser adequadamente protegidos. Em qualquer caso, é necessário recolocar os dispositivos de segurança quando forem removidos, depois de fazer  ajustes ou reparos. Infelizmente, tem sido uma prática comum a retirada dos dispositivos e das proteções de segurança, acreditando-se por parte dos operadores ser um mecanismo desnecessário, que dificulta as operações de manutenção e reduz a eficiencia do trabalho. Conhecer os pontos de perigo, localizá-los na máquina, é um fator importante para a redução dos acidentes com este tipo de mecanismo, após conhece-los, evite abordá-los quando a máquina está em funcionamento, evitando assim fazer qualquer intervenção. Havendo necessidade aguarde até que a máquina seja desligada e todas as peças imobilizadas, assim podemos reduzir os acidentes com estes mecanismos.

ARMADILHA OU PONTOS DE FIXAÇÃO

Cada componente de uma máquina rotativa é um ponto de potencial aprisionamento, embora seja o eixo cardã o principal elementos responsável por acidentes devido ao aprisionamento. Muitas vezes, um fio basta para começa a arrastar  uma peça do vestuário ou partes do corpo do operador, como uma luva.

Uma simples linha pode ocasionar um grave acidente

Nestes casos, se a roupa possui as fibras mais fortes, partes do corpo do operador são tracionados e enrolados em torno do eixo, pois a rotação e força é tal que poucas pessoas conseguem escapar de tracionadas para o eixo em movimento. Com a rotação do dispositivo, a pessoa que for pega pode ter arrancada os braços ou as pernas, podendo vir a óbito e tudo isso acontecendo em uma fração de segundo. Se a roupa se rasgar, os feridos têm uma pequena probabilidade de escapar com algumas lesões, mas geralmente as roupas trabalho são bastante resistentes e podem suportar este tipo de evento. Um acidente como este também pode acontecer a quem tem cabelos compridos, as vezes, um simples descuido do operador possa e o cabelo é enrolado em torno do eixo ou de peças das máquinas  em movimento o que pode causar lesões graves e permanentes.

Cuidado com as extremidades do eixos que não possuem proteção

Os eixos de transmissão lisos, muitas vezes parecem inofensivos. Note-se, no entanto, que também podem enrolar o vestuário, especialmente se as superficies estão rugosas, ásperas devido à oxidação, ou o acúmulo de sujeira.

Os molinetes e ancinhos das colhedoras também são considerados perigosos. Por causa de seu papel devem estar descobertos para alcançar as plantas e recolhe-las por isso a probabilidade de que haja um acidente com os eixos em movimento são grandes.

MEDIDAS PREVENTIVAS A TOMAR EM PONTOS DE APRISIONAMENTO E TRAVAMENTO

 A tomada de força de tratores devem ser protegidas por um escudo localizado acima da ponta, e um revestimento protetor que serve quando a máquina não estiver sendo usado.

Quando a tomada de força (PTO) não está sendo usada, deve ser colocada a proteção. Através do uso de protetores aprovados, os perigos dos eixos de transmissão de força são mínimos. Em caso de danos estes protetores devem ser substituídos imediatamente. É importante notar que, em muitas fazendas essas proteções são removidas, este é um erro cometido  frequentemente e que pode ser explicado pela falta de informação e consciência dos riscos que tal ação pode trazer ao operador.

EIXO DE TRANSMISSÃO DE FORÇA (PTO)

O eixo de transmissão de força (PTO) tem, em cada extremidade, uma união de cardâns, sendo o conjunto envolto por uma capa protetora. Esses eixos de transmissão de força são a fonte de muitos acidentes e ele foi incluído no grupo das “MÁQUINAS PERIGOSAS.”

Para reduzir as margens de risco é obrigatorios seguir as recomendações abaixo:

 – Manter as proteções dos eixos no lugar

– Caso estejam danificados substituí-los imediatamente.
– As proteções devem permanecer fixadas através de sistemas anti-rotação, constituídos por uma embalagem de proteção e a extremidade equipada com dobras de proteção.

Aliado a esses cuidados a informação e a conscientização dos operadores contribuirão pra a redução dos acidentes com mecanismos rotativos.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br

 

Notícias – Homem morre após sofrer acidente de trator em fazenda, diz polícia em MS

Parentes disseram a polícia que veículo tombou e prendeu o homem. Caso foi registrado como morte a esclarecer e será investigado. Um homem de 57 anos morreu enquanto usava um trator para trabalhar em uma fazenda na manhã desta segunda-feira (11) em Piraputanga, distrito de Aquidauana, a 143 km de Campo Grande. Segundo informações da Polícia Civil, parentes da vítima disseram que o veículo tombou e prendeu o trabalhador. Ainda conforme a polícia, o homem chegou a ser socorrido e levado ao pronto-socorro em Aquidauana, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Aquidauana. O caso foi registrado como morte a esclarecer na 1ª delegacia de polícia da cidade e uma equipe da perícia fez análise no local do acidente.

Fonte: G1 MS

 

Publicações – Estruturas de Proteção ao Capotamento

Nos EUA, as mortes por capotamento de tratores agrícolas têm sido um problema identificado desde 1920, e hoje ainda continua liderando as causas de morte na agricultura daquele país.

Dicas de prevenção

HUMANOS

Para os agricultores é recomendada a formação de um estabelecimento de ensino, o condutor deve conhecer as possíveis reações do trator e as situações de risco que podem estar presentes. Durante a operação do trator a atenção deve ser constante, evitando o excesso de autoconfiança.

FÍSICA

No trabalho:

– Aplicar o senso comum para cada risco, observe a inclinação máxima e sempre mantenha uma distância mínima de dois metros das bordas, valas, etc., cuidados na mudança de direção em relação a buracos ou irregularidades do terreno.

– Ao trafegar entre áreas com desnível sempre utilizar acessos adequados para mudar de áreas, a inversão nas encostas deve ser feita de forma harmoniosa e com o implemento levantado de tal forma que a frente do trator fique sempre na parte mais baixa do terreno.

 – Não há necessidade de rebocar máquinas pesadas em declives acentuados, existe o risco de tombar para trás, se uma máquina é montada e esta suspensa acima do centro de gravidade do trator.

– Quando você inicia a descida em um terreno com o reboque carregado, defina a menor velocidade para evitar alterações e perda de controle do trator.

– Soltar o pedal da embreagem do trator sempre de forma suave e progressiva. Em modelos automáticos, deve acelerar suavemente após a ativação da mudança.

– Na ocorrência de tombamento e o trator estando equipado com estrutura de proteção ao capotamento (EPC) e cinto de segurança, segure firme no volante e NUNCA tente saltar.

Durante o deslocamento do trator utilize a trava de segurança dos freios mantendo-os sempre unidos.

Ao rebocar outras máquinas, certifique-se que o acoplamento do cabo de aço foi feito na barra de tração para garantir que o ponto de engate é o mais baixo possível.

Segundo Loringer, nos EUA, as mortes por capotamento de tratores agrícolas têm sido um problema identificado desde 1920, e hoje ainda continua liderando as causas de morte na agricultura daquele país.

Springfeldt, afirma que sérias lesões causadas por capotamento do trator podem ser prevenidas pelo uso da estrutura de proteção ao capotamento (ROPS). Em alguns países, as autoridades já estabeleceram a obrigação do uso dessa medida de segurança há muitos anos e, em outros existe apenas recomendação. Na Suécia, a obrigatoriedade do uso dessa proteção em tratores novos foi estabelecida em 1959, na Dinamarca em 1967, Finlândia, 1969, Inglaterra e Nova Zelândia 1970 e Estados Unidos1972. O autor relata que na Suécia a frequência de acidentes fatais por capotamento para cada 100.000 tratores, foi reduzida de 17 para 0,3/ano, desde que foi introduzida a obrigatoriedade do uso da proteção ao capotamento.

Gassend em trabalho sobre acidentes fatais com tratoristas em Zagreb (Croácia) refere que a grande maioria dos acidentes (79%) foi por capotamento de trator.

Já Carlson et al. em estudo sobre dados referentes a lesões envolvendo operações agrícolas com tratores em 5 estados do Meio-Oeste dos Estados Unidos da América, referem que 1/3 de todas as lesões reportadas ocorrem no momento de subir ou descer do trator. Douphrate em estudo sobre lesões provocadas por tratores no Colorado (Estados Unidos da América), no período de 1992 – 2004, reporta que uma grande porcentagem dos acidentes (21%), ocorreram no momento de subir ou descer da máquina, e acrescenta que o tornozelo foi o local mais envolvido nas lesões. O autor sugere inclusive investigação no “design” relacionado à segurança quanto ao ato de subir e descer dos tratores. Em seu trabalho, somente 21% dos acidentes foram por capotamento do trator. Lee et al em trabalho semelhante também observaram que em mais de 40% das lesões relacionadas ao trator ocorreram no momento de subir ou descer da máquina.

Conscientização do operador, conhecimento da máquina e treinamento podem contribuir e muito para a redução dos acidentes com máquinas agrícolas.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br

 

Eventos – Conbea 2013

 

Publicações – Acidentes com Tratores Agrícolas

A falta de atenção, conscientização e a falta de treinamento tem contribuído para ocorrência dos acidentes com máquinas agrícolas, e tem sido reconhecido pelo próprio acidentado como os grandes responsáveis pelos acidentes, sendo também citada na literatura como um fator muito importante, e assim, julgamos que este é um elemento que realmente deve ser levado em consideração quando se busca prevenir este tipo de acidente. No entanto, em nosso trabalho, se compararmos o item mecanismo da lesão com os referentes à existência ou não de proteção (trator – local de trabalho), e instruções sobre as atividades de operação do trator, podemos afirmar que cursos sobre orientações técnicas e prevenção de acidentes certamente devem ser intensificados e, dispositivos efetivos de segurança na própria máquina devem ser rigorosamente estabelecidos para diminuir a incidência desses graves acidentes.

O que nos chama a atenção nos acidente com tratores, é a gravidade e a quantidade de múltiplas lesões que os acidentados apresentam após a ocorrência do acidente, além disso, muitos vão a óbito sem mesmo terem a possibilidade de serem socorridos a tempo.

Apresentamos alguns casos de acidentados que foram atendidos no hospital da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu  para exemplificarmos alguns tipos de lesões e suas gravidades. As setas indicam as lesões

A radiografia mostra as fraturas exposta do úmero e a luxação do cotovelo no braço direito e no braço esquerdo fratura do rádio e cúbito, este o operador do trator enroscou a camisa no eixo cardã em movimento e foi tracionado para o eixo.

Neste acidente o ajudante estava sentado na plaina dianteira do trator contando o número de covas e o operador dirigindo o trator ao desviar de um toco o mesmo ergue a plaina e prensa o ajudante na dianteira o trator (encunhamento), causando o esmagamento da 3a vértebra lombar, foi submetido a cirurgia e fixação com parfuso pedicular.

Neste acidente abaixo o operador caiu de cima do trator em função de uma pedra que o mesmo passou por cima e o trator deu um solavanco, caindo na frente do rodado e o mesmo passando por cima do operador teve fratura do púbis e disjunção sacro ilíaca e fratura do ilíaco, segundo os especialistas este tipo de lesão tem um percentual alto de óbitos.

Neste acidente o operador ao trocar o pneu do trator não colocou calços adequados e o macaco não resistiu ao peso da máquina vindo a cair sobre o braço, causando fratura exposta do antebraço e perda do dedo, a foto mostra a pós fixação do antebraço com fixador externo.

São apenas alguns exemplos de muitos que ocorrem no campo e a grande maioria desses acidentes poderiam ter sido evitados se os três cuidados iniciais fossem tomados pelos operadores, Atenção, Conscientização e Treinamento.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br

 

Vídeos – Jovem morre vítima de acidente com trator

 

Notícias – Homem morre após acidente com trator, em Dilermando de Aguiar

Trabalhador rural chegou sem vida ao Hospital Universitário de Santa Maria

Um homem de 27 anos morreu, na noite desta terça-feira, em decorrência de um acidente com um trator acontecido à tarde, em Dilermando de Aguiar, região central do Estado.

Conforme informações preliminares da Brigada Militar (BM), o trabalhador rural ficou preso sobre um trator, na localidade de Campo da Pedra, interior do município. Homens do Corpo de Bombeiros de Santa Maria foram ao local resgatar o ferido, que foi trazido para o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), onde chegou sem vida.

 

Publicações – Caracterização dos Acidentes com Tratores Agrícolas

A busca constante em atenuar o árduo trabalho na terra e à crescente demanda de produtos agrícolas exige uma intensa modernização deste setor e, consequentemente uma crescente necessidade de utilização de máquinas, visando facilitar o trabalho e obter maior produção. Nesse contexto, o trator é uma máquina indispensável para o setor, pois como define Schlosser, o trator é uma unidade móvel de potência em que se acoplam implementos e máquinas com diversas funções, tendo suas características voltadas para o uso nas operações agrícolas.

Se por um lado o aumento constante de unidades dessa máquina fundamental para o setor agrícola pode facilitar o trabalho e melhorar a produção, por outro, certamente irá causar um aumento no número de acidentes relacionados à função, principalmente se não forem intensificadas campanhas de orientação sobre regras básicas de operação, medidas de segurança e prevenção de acidentes. Existem referências na literatura afirmando que a utilização intensa de máquinas agrícolas ampliou consideravelmente os riscos a que estão sujeitos os trabalhadores rurais, e mais de 60% das mortes ocorridas em acidentes de trabalho no setor agrário são consequências da mecanização agrícola. Silva & Furlani, referem que o trator é um dos elementos envolvidos na maior parte dos acidentes graves ocorridos no setor.

Em todo o mundo, vários estudos reportam a incidência de acidentes na agricultura, salientando dados como: envolvimento ou não das máquinas, tipo de trauma, idade dos acometidos e principalmente o modo de ocorrência, objetivando basicamente analisar e estabelecer medidas de prevenção das lesões. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, o trabalho agrícola é uma das ocupações de maior risco, sendo que as máquinas estão envolvidas em grande parte dos acidentes. Dados recentes do Departamento de Agricultura (2008) americano, afirma que acidentes com tratores, têm sido identificados como a principal causa de morte ou lesão incapacitante em trabalhadores rurais.

Na Figura 1 observamos que dentre os acidentes com máquinas agrícolas na região do centro-oeste paulista, que estão incluídas: picadeira de cana, misturador de ração, moto-serra, roçadora e trator, os mais frequentes foram com tratores (16 casos), representando 65% de todos esses acidentes no ano de 2009.

Observamos que na maioria dos casos (63%) dos acidentados moravam na cidade e trabalhavam na zona rural. Notamos que em relação à moradia e local de trabalho, os acidentados envolvidos em operações com tratores também seguem um padrão semelhante aos das outras atividades na agricultura, isto é, predominância de indivíduos que residem na cidade e trabalham na zona rural.
Os principais mecanismos onde ocorreu a lesão estão representados na Figura 3,
notamos que o mais frequente foi relacionado ao cardã do trator (37,5%). Nesses casos, o acidentado foi tracionado para a tomada de força através da vestimenta que se enroscou no cardã, ou o indivíduo escorregou e caiu sobre o mesmo. A segunda causa mais freqüente dos acidentes foi capotamento, isto é, o trator tombou sobre o paciente (25%), percentuais estes muito parecidos em diversas regiões do país.

Observando a Tabela 1 podemos notar que as lesões ocasionadas pelos acidentes com tratores são muito graves, sendo que muitos acidentados apresentaram múltiplas lesões.

Entre as máquinas agrícolas, o trator é considerado o maior causador de acidentes, isso se deve ao fato de o mesmo ser a principal fonte de potência para tracionar os mais diversos tipos de equipamentos, mas as máquinas atuais são bastante seguras, sendo a falta de treinamento, falta de conscientização dos operadores os principais fatores que tem contribuído para a ocorrência do acidente. Continua no próximo artigo.

Fonte: www.diadecampo.com.br

 

Notícias – Agricultor morre em acidente com trator

Fonte: Luis Roberto Alves
24/07/2012
 
Massey Ferguson caiu em um barranco, ficando próximo ao córrego que passa pela propriedade
Um trator Massey Ferguson caiu em um barranco, ficando próximo ao córrego que passa pela propriedade.

Um acidente ocorrido na manhã de ontem, 23, em uma lavoura no interior do município, vitimou fatalmente o agricultor Mauro Elci Ristow, de 41 anos. Ele morreu esmagado quando o Massey Ferguson que conduzia tombou junto a um arroio que passa pela propriedade, na localidade de Linha Brasil. Segundo informações da Brigada Militar, Ristow estava discando a lavoura em que havia plantado milho e a preparava para o plantio de fumo quando ocorreu o desastre. O terreno que beira o arroio é bastante arenoso e acredita-se que por esse motivo o trator tenha deslizado e tombado logo em seguida. Ristow ficou sob a máquina e morreu na hora. Casado com Marlise Wolff, Mauro tinha um filho menor, Carlos Eduardo. O sepultamento está marcado para hoje, às 9h, no cemitério Scheidt, da Linha Brasil.

 

Vídeos – Acidentes com colhedoras

 

Vídeos – Trator foi destombar caminhão e acabou causando outro acidente

 

Acidentes com Tratores Agrícolas: O que fazer?

Estudos recentes realizados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostraram que as atividades agrícolas, em especial a utilização de máquinas agrícolas, estão entre as três atividades mais perigosas para os trabalhadores, sendo que para cada três acidentes ocorrido no meio rural, um ocasionou a incapacidade permanente do trabalhador. A operação com tratores e equipamentos agrícolas são as que oferecem os maiores riscos de acidentes. Os acidentes de trabalho representam enorme importância social e econômica, estudos estatísticos têm demonstrado a gravidade deste problema, seja pela incidência de acidentes, seja pela idade dos acidentados, seja pelas suas conseqüências.

O artigo 131 do Decreto no 2.172, de 05 de março de 1997, acidente de trabalho no meio rural é o que ocorre na realização do trabalho rural, a serviço do empregador, provocando lesão corporal, perturbação funcional ou doença que cause a morte ou redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho. De uma maneira geral, conforme expõem ZÓCCHIO (1971) e UNESP (1994), o acidente de trabalho no meio rural pode ser considerado como sendo todo o acontecimento que não esteja programado e que interrompa, por pouco ou muito tempo, a realização de um serviço, provocando perda de tempo, danos materiais e/ou lesão corporal. Neste sentido, o acidente é considerado grave quando resulta no afastamento do trabalhador rural da sua atividade produtiva por um período igual ou superior a 15 dias (UNESP, 1994).

Segundo MÁRQUEZ (1986), na Espanha e nos demais países europeus, aproximadamente 40% do total de acidentes ocorridos no setor agrário envolvem máquinas agrícolas e, destes, metade são devido ao uso do trator agrícola.

A utilização intensa de máquinas agrícolas ampliou consideravelmente os riscos a que estão sujeitos os trabalhadores rurais, e mais de 60% das mortes ocorridas em acidentes de trabalho no setor agrário são conseqüências da mecanização agrícola. Silva & Furlani (1999).

Vários estudos reportam a incidência de acidentes na agricultura, salientando dados como o envolvimento ou não das máquinas, tipo de trauma, idade dos acometidos e principalmente o modo de ocorrência, objetivando basicamente analisar e estabelecer  medidas de prevenção das lesões.  O trabalho agrícola é uma das ocupações de maior risco nos Estados Unidos da América, sendo que as máquinas estão envolvidas em grande parte dos acidentes (Lubicky, 2009).

Quanto à idade, refere-se o autor que 40% das mortes em crianças na zona rural são conseqüências de acidentes com máquinas agrícolas. Informações do Departamento de Agricultura (2008) daquele país, afirmam que acidentes com tratores, têm sido identificados como a principal causa de morte ou lesão incapacitante em trabalhadores rurais. Em trabalho semelhante, Douphrate et al (2009), referem-se que na zona rural dos EUA, os tratores são responsáveis por uma alta proporção de acidentes fatais ou não. Os autores ressaltam inclusive o modo de ocorrência das lesões, isto é, um grande número de acidentes acontece quando o trabalhador sobe ou desce da máquina.

No Brasil as principais causas de acidentes com tratores agrícolas são, falta de atenção durante a operação, treinamento e capacitação dos operadores e conscientização dos mesmos na operação da máquina.

A Norma Regulamentadora De Segurança E Saúde No Trabalho Na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal E Aqüicultura – NR 31 (Portaria N.º 86, DE 03/03/05 – DOU DE 04/03/05), no parágrafo 31.12, que trata das máquinas e equipamentos agrícolas, determina que todos os tratores agrícolas devem ser equipados com diversos dispositivos de segurança que garantem a integridade física do operador desde que usados de maneira correta, dentre estes equipamentos podemos citar as estruturas de proteção contra capotamento, (Figura 1) que usadas em conjunto com o cinto de segurança, (Figura), protegem o operador de ser esmagado pelo trator quando este vier a tombar.

 Figura 1 –Estruturas de Proteção contra Capotamento
 Figura 2 – Cinto de segurança

O Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional Americana estima que a porcentagem de lesões ocasionadas pelo capotamento de tratores poderia ser reduzida em aproximadamente 70%, se todos os tratores nos Estados Unidos estivessem equipados com estruturas de proteção contra capotamento e se os operadores no momento do acidente estivessem usando o cinto de segurança.
No Brasil, estudos sobre acidentes rurais ainda são bastante limitados, existem poucos trabalhos sobre acidentes com conjuntos tratorizados, dificultando o estudo das causas específicas do acidente e, restringindo as bases de dados que poderiam auxiliar no controle da freqüência e gravidade dos acidentes.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br

 

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