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Arquivo diário: 22 22+00:00 novembro 22+00:00 2012

Acidentes com máquinas agrícolas preocupam

  Se não é alarmante, o número é, pelo menos, preocupante. Em três semanas, dois agricultores morreram em tombamentos dos tratores nos quais trabalhavam. No primeiro caso, ocorrido dia 24 do mês passado, em Alto Feliz, a vítima fatal foi Belgido Selito Dalmoro. No outro, no último dia 10, em Linha Nova, morreu Cláudio Bender. Imperícia dos condutores, falta de manutenção nas carretas agrícolas e nos tratores, enfim, o que pode provocar ocorrências desta natureza? Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feliz, Nestor Carlos Bertuol fala sobre o assunto. Coordenador da defesa Civil, Valdir Comanduli também se manifesta a respeito.

Para o líder do órgão classista dos trabalhadores rurais, que tem extensão de base em Alto Feliz, Linha Nova e Vale Real, “acidentes com máquinas agrícolas não são muito comuns por aqui, onde as terras são mais planas. Eles ocorrem mais é na região da Serra”.
Conforme Nestor, em relação à utilização do trator, o agricultor inverteu a ordem das coisas. “Ele adaptou sua propriedade ao trator, quando deveria ocorrer exatamente o contrário. Em parreirais, por exemplo, o proprietário abre uma estradinha e nela o trator trabalha em caracol, de cima para baixo, às vezes em terreno muito úmido. Então, uma derrapagem pode fazê-lo cair fora da estrada”.
Atualmente, segundo Nestor, os tratores saem de fábrica com um toldo. Este, em caso de acidente, evita que a máquina fique com as rodas para o ar. ”Então, há apenas o tombamento lateral. Só que, nas parreiras, este equipamento é retirado”. Também os carretões agrícolas, conforme o líder sindical, são adaptados. “Isso facilita o transporte dentro das propriedades”, justifica Nestor.
Em geral, o proprietário pensa na produção,mas esquece da manutenção. A manutenção custa caro, mas a vida não tem preço”, disse Nestor, referindo-se à falta dos donos de terras com as condições de suas máquina.”A parte mecânica nem sempre é revisada”, conclui Nestor.

CAPACITAÇÃO
A prevenção de acidentes com máquinas agrícolas passa pela capacitação de quem com elas trabalha. Pelo menos, é o que pensa Valdir Comanduli, comandante também da Associação dos Bombeiros Voluntários de Feliz. “As revendas de máquinas deveriam oferecer um curso de capacitação para operadores de tratores e de carretões agrícolas. Os bombeiros não têm como fazer isso porque não estão preparados. Só lhes cabe, então, socorrer as vítimas,em casos de acidentes”.
Em relação às possíveis causas dos acidentes, ele considera que “a imprudência dos condutores pode ser uma delas. Por vezes, a carga das máquinas é maior do que a capacidade delas”. Para Valdir “os proprietários se preocupam com a produção, mas não com a segurança”. Aliás, sobre segurança, enfatiza que “a manutenção das máquinas é fundamental.

OS CASOS
No dia 24 de outubro, por volta das 19h, Belgido Selito Dalmoro, 55, retornava do trabalho, em São Pedro, Alto Feliz, para casa. Quando tentava subir em um pequeno morro, perdeu o controle do carreta agrícola, na qual transportava toras de madeira. A máquina, em marcha-ré, bateu em uma pedra tombou sobre o agricultor. Pouco depois, o corpo dele foi localizado por Dalva, sua esposa, que saíra a procurá-lo.
Já no último dia 12, na estrada Canto Bayer, em Linha Nova, a vítima fatal foi Cláudio Bayer, que cortava acácias nas terras de Carlos Brandt. Como ele não apareceu em casa para almoçar, Sandro, 22, seu filho, foi procurá-lo, encontrando-o sob o trator no qual trabalhava, que estava tombado.

Fonte; Jornal Visão do Vale

 
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Publicado por em 22 22+00:00 novembro 22+00:00 2012 em Acidentes com trator, Notícias

 

Cuidado redobrado

Com o andamento do plantio da soja na região, torna-se comum o tráfego de maquinários agrícolas nas rodovias. A prática perigosa pode resultar em sérios acidentes, como o que ocorreu no fim de semana em Augusto Pestana. O perigo é considerado maior nas rodovias estaduais, já que vários trechos não têm acostamento. Uma das principais preocupações é com o trânsito de colheitadeiras, que ocorre principalmente em março e abril, pois, além das máquinas tomarem conta das rodovias, por serem muito grandes, trafegam em velocidades bem abaixo a de outros veículos.
Conforme o sargento Douglas Santos, da Polícia Rodoviária Estadual de Cruz Alta, para trafegar em rodovia, os veículos agrícolas devem estar embarcados. “Todo o veículo que trafegar em rodovia deve ser registrado ou licenciado, o que não é o caso dos implementos agrícolas. Já está tramitando há algum tempo, e inclusive já tem uma resolução, que prevê o emplacamento desses veículos novos”, destaca.
O sargento ressalta que, como a área é de cultivo agrícola, a rodovia é muito utilizada neste período do ano. “Mas é um transporte irregular, não pode. O agricultor que fizer uso da rodovia para fazer esse tipo de transporte vai arcar com as consequências”, enfatiza, lamentando o acidente fatal que ocorreu na região envolvendo maquinário agrícola.
Para o sargento, o risco maior é o das máquinas agrícolas que trafegam à noite, sem sinalização. “Tem que haver a conscientização quanto à responsabilização e de que não é permitida a trafegabilidade na rodovia, apenas embarcados”, salienta.
Já o tráfego de tratores pequenos é permitido pelo acostamento, em curta distância e durante o dia, mas o condutor deve ser devidamente habilitado para o veículo, possuindo pelo menos a Carteira de Habilitação na categoria C. Onde não há acostamento, é indicado que os tratores sigam o mais próximo possível da margem direita da pista. Toda máquina agrícola, para trafegar em uma rodovia, deve respeitar a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997,, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Fonte: Jornal da Manhã JM

 
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Publicado por em 22 22+00:00 novembro 22+00:00 2012 em Notícias

 
 
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