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Arquivo da categoria: Publicações

RISCOS NA UTILIZAÇÃO DE MECANISMOS DE ENGRENAGENS

     Medidas de prevenção devem ser adotadas quando se trabalha com mecanismos de engrenagens acionados pela máquina e que podem entrar em contato com qualquer parte do corpo do operador, incluindo o cabelo ou a roupa de trabalho, estes mecanismos, devem ser adequadamente protegidos. Em qualquer caso, é necessário recolocar os dispositivos de segurança quando forem removidos, depois de fazer  ajustes ou reparos. Infelizmente, tem sido uma prática comum a retirada dos dispositivos e das proteções de segurança, acreditando-se por parte dos operadores ser um mecanismo desnecessário, que dificulta as operações de manutenção e reduz a eficiência do trabalho. Conhecer os pontos de perigo, localizá-los na máquina, é um fator importante para a redução dos acidentes com este tipo de mecanismo, após conhece-los, evite abordá-los quando a máquina está em funcionamento, evitando assim fazer qualquer intervenção. Havendo necessidade aguarde até que a máquina seja desligada e todas as peças imobilizadas, assim podemos reduzir os acidentes com estes mecanismos.

ARMADILHA OU PONTOS DE FIXAÇÃO

     Cada componente de uma máquina rotativa é um ponto de potencial aprisionamento, embora seja o eixo cardã o principal elementos responsável por acidentes devido ao aprisionamento. Muitas vezes, um fio basta para começa a arrastar  uma peça do vestuário ou partes do corpo do operador, como uma luva, Uma simples linha pode ocasionar um grave acidente.

 

     Nestes casos, se a roupa possui as fibras mais fortes, partes do corpo do operador são tracionados e enrolados em torno do eixo, pois a rotação e força é tal que poucas pessoas conseguem escapar de tracionadas para o eixo em movimento. Com a rotação do dispositivo, a pessoa que for pega pode ter arrancada os braços ou as pernas, podendo vir a óbito e tudo isso acontecendo em uma fração de segundo. Se a roupa se rasgar, os feridos têm uma pequena probabilidade de escapar com algumas lesões, mas geralmente as roupas trabalho são bastante resistentes e podem suportar este tipo de evento. Um acidente como este também pode acontecer a quem tem cabelos compridos, as vezes, um simples descuido do operador possa e o cabelo é enrolado em torno do eixo ou de peças das máquinas  em movimento o que pode causar lesões graves e permanentes.

Cuidado com as extremidades do eixos que não possuem proteção

     Os eixos de transmissão lisos, muitas vezes parecem inofensivos. Note-se, no entanto, que também podem enrolar o vestuário, especialmente se as superfícies estão rugosas, ásperas devido à oxidação, ou o acúmulo de sujeira.

     Os molinetes e ancinhos das colhedoras também são considerados perigosos. Por causa de seu papel devem estar descobertos para alcançar as plantas e recolhe-las por isso a probabilidade de que haja um acidente com os eixos em movimento são grandes.

MEDIDAS PREVENTIVAS A TOMAR EM PONTOS DE APRISIONAMENTO E TRAVAMENTO

     A tomada de força de tratores devem ser protegidas por um escudo localizado acima da ponta, e um revestimento protetor que serve quando a máquina não estiver sendo usado.

     Quando a tomada de força (PTO) não está sendo usada, deve ser colocada a proteção. Através do uso de protetores aprovados, os perigos dos eixos de transmissão de força são mínimos. Em caso de danos estes protetores devem ser substituídos imediatamente. É importante notar que, em muitas fazendas essas proteções são removidas, este é um erro cometido  frequentemente e que pode ser explicado pela falta de informação e consciência dos riscos que tal ação pode trazer ao operador.

EIXO DE TRANSMISSÃO DE FORÇA (PTO)

     O eixo de transmissão de força (PTO) tem, em cada extremidade, uma união de cardãs, sendo o conjunto envolto por uma capa protetora. Esses eixos de transmissão de força são a fonte de muitos acidentes e ele foi incluído no grupo das “MÁQUINAS PERIGOSAS.”

Para reduzir as margens de risco é obrigatários seguir as recomendações abaixo:

 – Manter as proteções dos eixos no lugar

– Caso estejam danificados substituí-los imediatamente.
– As proteções devem permanecer fixadas através de sistemas anti-rotação, constituídos por uma embalagem de proteção e a extremidade equipada com dobras de proteção.

     Aliado a esses cuidados a informação e a conscientização dos operadores contribuirão pra a redução dos acidentes com mecanismos rotativos.

Autor: Prof. Dr. Leonardo Monteiro

 

CARACTERIZAÇÃO DOS ACIDENTES ENVOLVENDO TRATORES

     A busca constante em atenuar o árduo trabalho na terra e à crescente demanda de produtos agrícolas exige uma intensa modernização deste setor e, consequentemente uma crescente necessidade de utilização de máquinas, visando facilitar o trabalho e obter maior produção. Nesse contexto, o trator é uma máquina indispensável para o setor, pois como define Schlosser, o trator é uma unidade móvel de potência em que se acoplam implementos e máquinas com diversas funções, tendo suas características voltadas para o uso nas operações agrícolas. 

Se por um lado o aumento constante de unidades dessa máquina fundamental para o setor agrícola pode facilitar o trabalho e melhorar a produção, por outro, certamente irá causar um aumento no número de acidentes relacionados à função, principalmente se não forem intensificadas campanhas de orientação sobre regras básicas de operação, medidas de segurança e prevenção de acidentes. Existem referências na literatura afirmando que a utilização intensa de máquinas agrícolas ampliou consideravelmente os riscos a que estão sujeitos os trabalhadores rurais, e mais de 60% das mortes ocorridas em acidentes de trabalho no setor agrário são consequências da mecanização agrícola. Silva & Furlani, referem que o trator é um dos elementos envolvidos na maior parte dos acidentes graves ocorridos no setor.

Em todo o mundo, vários estudos reportam a incidência de acidentes na agricultura, salientando dados como: envolvimento ou não das máquinas, tipo de trauma, idade dos acometidos e principalmente o modo de ocorrência, objetivando basicamente analisar e estabelecer medidas de prevenção das lesões. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, o trabalho agrícola é uma das ocupações de maior risco, sendo que as máquinas estão envolvidas em grande parte dos acidentes. Dados recentes do Departamento de Agricultura (2008) americano, afirma que acidentes com tratores, têm sido identificados como a principal causa de morte ou lesão incapacitante em trabalhadores rurais.

Na Figura 1 observamos que dentre os acidentes com máquinas agrícolas na região do centro-oeste paulista, que estão incluídas: picadeira de cana, misturador de ração, moto-serra, roçadora e trator, os mais frequentes foram com tratores (16 casos), representando 65% de todos esses acidentes no ano de 2009.

     Observamos que na maioria dos casos (63%) dos acidentados moravam na cidade e trabalhavam na zona rural. Notamos que em relação à moradia e local de trabalho, os acidentados envolvidos em operações com tratores também seguem um padrão semelhante aos das outras atividades na agricultura, isto é, predominância de indivíduos que residem na cidade e trabalham na zona rural.
Os principais mecanismos onde ocorreu a lesão estão representados na Figura 3,
notamos que o mais frequente foi relacionado ao cardã do trator (37,5%). Nesses casos, o acidentado foi tracionado para a tomada de força através da vestimenta que se enroscou no cardã, ou o indivíduo escorregou e caiu sobre o mesmo. A segunda causa mais freqüente dos acidentes foi capotamento, isto é, o trator tombou sobre o paciente (25%), percentuais estes muito parecidos em diversas regiões do país.

     Observando a Tabela 1 podemos notar que as lesões ocasionadas pelos acidentes com tratores são muito graves, sendo que muitos acidentados apresentaram múltiplas lesões.

 

     Entre as máquinas agrícolas, o trator é considerado o maior causador de acidentes, isso se deve ao fato de o mesmo ser a principal fonte de potência para tracionar os mais diversos tipos de equipamentos, mas as máquinas atuais são bastante seguras, sendo a falta de treinamento, falta de conscientização dos operadores os principais fatores que tem contribuído para a ocorrência do acidente

Artigo do Coordenador do LIMA Prof. Dr. Leonardo Monteiro

 

Conheça seus limites

O fator humano

     Limitações humanas são a causa da maioria dos acidentes. Estas limitações dependem  da natureza de cada indivíduo e são relacionadas a problemas físicos, fisiológicos e psicológicos.

Limitações físicas

Regras Gerais

     • É importante conhecer as suas próprias limitações físicas para o trabalho a ser executado, reduzindo assim o risco de acidentes.
• As características individuais influenciam tais limitações físicas (peso, dimensões, desenvolvimento muscular, idade, atividade de formação, etc)

     Em qualquer caso, a força que uma pessoa normal pode exercer, esta relacionada com o período em que se aplica esta força. Um homem trabalhando de maneira contínua pode desenvolver uma potência de 70-140 W, enquanto que de maneira instantânea pode chegar a mais de 3000 W. Para realizar o trabalho com segurança,exige-se a participação ativa dos sentidos, especialmente a visão, que controla 90% do nosso trabalho, e a audição. Ao se forçar a visão podem ocorrer dores de cabeça, fadiga e cansaço.

     O ouvido é adaptado a uma grande variedade de situações de som, embora a sua capacidade de percepção é afetada com a idade e pela exposição continuada a sons de elevada intensidade. Jovens inexperientes e idosos com capacidade física reduzida pela idade têm maior risco de sofrer acidentes.

Recomendações de Segurança

Para trabalhar com segurança evitando a fadiga, recomendamos:
Posicionar-se no posto de trabalho numa posição cômoda, confortável;

    Conhecer e trabalhar dentro de suas próprias limitações ( tamanho, idade, força, etc.) e utilizando 25% da aptidão muscular, pode-se trabalhar por um período de tempo maior.

    Fazer pausas frequentes e de curta duração durante a jornada de trabalho.

    Nunca superestimar sua habilidade de reação, precisamos sempre de 1 / 3 de segundo para iniciarmos a reação.

    Nos controles e contatos entre o homem e a máquina, respeitar as condições ergonômicas (dimensional e outros), fazendo com que o individuo possa executar o manejo da máquina de forma segura.

    A plataforma de operações deve ter as seguintes características:

    Alavancas e pedais dispostos de maneira acessível no posto de trabalho.

     As alavancas e controles devem exigir esforços de acionamento compativeis com o  tipo de trabalho, e proporcional ao elemento do corpo que vai acioná-la.

     Os controles da máquina devem ter uma resposta logica para a ação que os aciona.

     Associação de cores dos dispositivos e controles informando os riscos, ou aviso de situações de perigo (vermelho, amarelo, verde, etc.)

     Apoio e assentos confortáveis, coerente com a posição de trabalho e ajustável ao peso e as dimensões da pessoa que ocupa.

O acesso confortável e seguro, com suporte para mãos e pés.

 

Estruturas de Proteção ao Capotamento e o Uso do Cinto de Segurança

     Os sistemas de proteção do operador ao capotamento nos tratores agrícolas são constituídos de uma estrutura denominada Estrutura de Proteção ao Capotamento (EPC), podendo ser em forma de quatro ou somente dois apoios, conforme Figura 1 e do cinto de segurança.

     A estrutura de proteção ao capotamento é uma estrutura instalada diretamente sobre o chassi do trator ou sobre uma plataforma de operação, que tem como finalidade minimizar os efeitos para o operador do trator em caso de tombamento do mesmo durante a operação.

     A eficiência do sistema de proteção ao capotamento de um trator é estabelecida com o uso do cinto de segurança, caso o operador não esteja utilizando o cinto de segurança no momento do acidente ele poderá ser arremessado e acabar esmagado pela própria estrutura de proteção ou mesmo o próprio trator, Figura 2.

     O cinto de segurança do trator, tem a função de garantir a adequada fixação do operador, para que o mesmo possa estar dentro da zona de segurança durante o capotamento ou durante qualquer outro tipo de acidente. Porém, a estrutura do cinto permite uma adequada mobilidade para desenvolver seu trabalho corretamente em condições normais, Figura 3.

O cinto de segurança segundo a Norma MERCOSUL ISO 6683:2007 corresponde: ao cinto, tensor de comprimento, retrator e meios para fixação de uma ancoragem (ponto de fixação para transferir forças aplicadas ao conjunto de cinto de segurança à estrutura da máquina), que se prende através da área pélvica do operador a fim de promover imobilização da pélvis durante condições de operação e capotagem. Sendo de grande importância, o material do cinto deve ter uma largura mínima de 45 mm, sendo que seu comprimento deve ser ajustado a cada operador, o tecido do cinto deve ter resistência à abrasão, temperatura, ácidos leves, álcalis, bolores, envelhecimento, umidade e luz solar igual ou melhor do que a da fibra de poliéster sem tratamento.

     Segundo a NR 31, só devem ser utilizados máquinas e equipamentos móveis motorizados que tenham estrutura de proteção ao capotamento e dispor de cinto de segurança.

     De acordo com o Substitutivo ao projeto de lei nº 532, de 2003 que determina a instalação de estrutura ao capotamento e outros equipamentos de segurança em tratores e máquinas agrícolas que especifica.

 Art. 1º Os tratores, plantadoras, colhedoras, pulverizadores e demais máquinas agrícolas automotrizes, fabricadas no País ou importadas, deverão, obrigatoriamente, dispor de cinto de segurança e estruturas para a proteção do operador contra esmagamento, em caso de capotagem ou tombamento.

 Parágrafo Único. Ficam excluídos desta exigência os tratores e máquinas agrícolas com bitola inferior à 1.150mm (Um mil, cento e cinquenta milímetros).

 Art. 2º Os tratores e máquinas agrícolas mencionados no caput do art. 1º desta Lei deverão dispor de protetores auriculares para uso do operador, e seus sistemas de escape de gases deverão estar dispostos de maneira a evitar o contato do operador com os mesmos, além de liberar a fumaça acima ou atrás do operador ou operadores, dirigindo-a para longe dos mesmos.

 Art. 3º Os manuais e catálogos que acompanham os equipamentos a que se refere esta Lei deverão trazer informações, ilustradas, sobre a obrigatoriedade do uso dos equipamentos de proteção individual, sobre as consequências da exposição prolongada a altos níveis de ruído e sobre as limitações legais do tempo de exposição do trabalhador a ruídos. Essa lei entrou em vigor em 13 de novembro de 2006.

Prof Dr. Leonardo Monteiro Coordenador do LIMA

 

Riscos Associados ao Manejo do Trator Durante a Condução

     Para a operação do trator na lavoura, muitas vezes o operador tem que se deslocar com a máquina por longas distâncias para chegar até a mesma, sendo assim, são necessários vários cuidados na condução dessas máquinas com o intuito de evitar acidentes. Alguns cuidados durante a condução devem ser tomados como:

  • O trator é uma máquina agrícola que trabalha com o intuito de gerar força e potência, portanto não se deve deslocar em velocidades excessivas, a fim de evitar a perda de controle, sempre utilizar velocidades que permitam um deslocamento seguro.

  • No trator existem dois pedais de freios, um para cada roda, para auxiliar na realização de curvas com o intuito de reduzir o ângulo de giro, porém, durante a condução em estradas recomenda-se o travamento dos pedais para que assim caso necessário possam ser freadas as duas rodas simultaneamente. 

  • Nas manobras de cabeceira, é recomendado reduzir a rotação do motor e utilizar os freios para auxiliar nas manobras, tendo cuidado para não exagerar evitando assim a perda do controle da máquina.

  • Em caso de aclives, evitar trocar de marcha para evitar a perda de controle do trator, já nos declives o operador deve utilizar o freio motor e os freios do trator com o intuito de manter a velocidade adequada na descida, jamais o operador deve pisar na embreagem, descer em ponto morto ou trocar de marcha, evitando assim a perda de controle da máquina.

  • Não se deve sobre hipótese alguma carregar pessoas além do operador no trator, isso é uma prática de alto risco que pode gerar sérios danos a pessoa, pois as proteções oferecidas pelo trator se limitam a proteger o operador.

  • Na carreta agrícola também não devem ser levadas pessoas, pois a mesma não oferece proteção em caso de acidente.

  • Quando for necessário transitar próximo a barrancos e/ou valas, deve-se manter uma distância mínima segura de dois metros, pois com esse procedimento de segurança é possível evitar que haja desmoronamento e consequentemente o tombamento da máquina.

Fonte : Prof Dr. Leonardo Monteiro Coordenador do LIMA

 

Medidas de Prevenção e Proteção com Polias

     Todos os equipamentos das máquinas agrícolas na fazenda que possuam engrenagens e possam enroscar em qualquer parte do corpo, incluindo o cabelo ou roupa, devem ser totalmente protegidos.

     Quando, por causa da manutenção e / ou reparos, os itens de proteção são removidos, os mesmos devem ser reinstalados antes de serem colocados em funcionamento, evitando assim possíveis acidentes.

     É necessário conhecer todos os pontos perigosos das máquinas e evitar se aproximar dos mesmos quando em funcionamento.

     Sob nenhuma circunstância, efetuar trabalhos de reparação e / ou manutenção até que todos os mecanismos estejam sem funcionamento.

     Tomar todas as medidas para garantir que, durante os trabalhos de reparação e / ou manutenção, nenhuma pessoa possa acidentalmente ligar a máquina.

PONTOS DE ENROLAMENTO

Ponto de Enrolamento: Qualquer dispositivo mecânico que gira em torno de um eixo.

Eixos e elementos rotativos são os principais mecanismos responsáveis por acidentes fatais ou lesões graves.

O mecanismo habitual de lesão está associado ao enrolamento de alguma parte da vestimenta do operador.

     Um único fio, uma extremidade da roupa como a perna da calça  ou manga da blusa, ou a botina, são elementos capazes de enrolar-se com a engrenagem ou eixo que esta em movimento. A roupa se enrola rapidamente em torno do mecanismo em movimento, em função da resistência dos tecidos utilizados na fabricação de roupas, o operador não pode rasgar, e é violentamente tracionado pelos órgãos em movimento, resultando em amputações, ferimentos graves ou até a morte.

Este é um processo que ocorre em frações de segundo, e com uma frequência muito alta.

     Outro tipo de acidente envolvendo órgãos em movimento é o enrolamento associado com o cabelo comprido.

     As condições associadas a esses tipos de acidentes são:

     Sempre que há um elemento em movimentação, este tipo de acidente pode ocorrer mesmo se o mecanismo estiver girando lentamente.

     Os eixos com desgaste, pintura lascada, enferrujados e sujos, aumentam o risco de enrolamentos. Também aumenta o risco em extremidades do eixo que não tem nenhuma proteção, ou aqueles que não dispõem dele.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO A TOMAR

     Os tratores que possuem TDP, as mesmas devem ser protegidas por um escudo e uma capa que cubra toda a superfície quando esta não estiver sendo utilizada.

     Todos os eixos de transmissão de potência devem ser cobertos por uma capa protetora. Em caso de dano, esta capa deverá ser substituída por outra imediatamente .

     Sob nenhuma circunstância deve remover ou proteger o revestimento que envolve o Cardam.

     Por mais seguro que pareça quando o cardam estiver em movimento, mesmo com boa proteção, deve-se evitar o contato com o mesmo quando estiver em funcionamento, havendo necessidade de verificações ou regulagens no eixo cardam ou no equipamento por ele acionado, antes de descer do trator DESLIGUE O CARDAM.

Autor: Professor Doutor Leonardo Monteiro – Coordenador do LIMA

 

Riscos Associados a Manutenção do Trator

Artigo de autoria do Prof Dr. Leonardo Monteiro, Coordenador do LIMA.

     Antes de realizar a manutenção é necessário primeiro, que seja compreendido o processo de manutenção a ser realizado para que possa ser feito com todos os cuidados necessários para não ocorrerem acidentes e também não causar danos ao trator devido práticas erradas.
Lembre-se antes de realizar a manutenção pare a máquina, nunca deve-se realizar manutenção com a máquina em movimento.
Quando a máquina estiver em movimento nunca realize:

• Manutenções
• Ajustes
• Lubrificações

     Mantenha as mãos, pés e vestimentas longe de peças que sejam acionadas por potência elétrica ou hidráulica.

    Antes de realizar a manutenção:

• Desengate todas as fontes de potência;
• Opere os controles para aliviar a pressão;
• Baixe o equipamento ate o solo;
• Desligue o motor;
• Remova a chave;
• Permita que a máquina arrefeça.

     Somente após esses passos inicie então a manutenção.

     Caso seja necessário levantar qualquer elemento da máquina para a realização da manutenção, certifique antes de realizar a manutenção se a máquina esta apoiada de forma segura.

Fonte Massey Ferguson

Trator apoiado de forma segura

     Jamais faça reparos nas mangueiras ou conexões do sistema hidráulico, quando estiverem sob pressão ou quando o motor do trator estiver funcionando, pois as elevadas pressões podem perfurar a pele, podendo causar graves infecções e ferimentos.

Conexões de Pressão com vazamento

     Não remova a tampa com o motor quente, e necessário esperar que o motor esfrie antes de abri-la.

Tampa do radiador aberta incorretamente

     Não provoque qualquer tipo de faíscas próximo à bateria, pois a reação química existente dentro da bateria libera gases que são inflamáveis e em contato com as faíscas podem entrar em combustão;

     Evite sempre o contato da solução da bateria com as roupas e a pele, pois a solução pode gerar queimaduras graves.

    Sempre desligue a bateria pelo polo negativo depois o positivo e quando for ligar novamente ligue primeiro o positivo e depois o negativo.

     NUNCA IMPROVISE sempre use peças originais e para os devidos fins e com marca e modelo correto, pois às vezes pequenos desencaixes e folgas podem aparecer quando a peça foi fabricada para outra marca ou modelo.

    Sempre que for avistado algum dano realize o reparo o mais rápido possível, se possível imediato.

     Lembre-se de sempre seguir as orientações de segurança do manual do proprietário.
Remova acumulações de massas, lubrificantes, óleos ou detritos, que apareçam na máquina.

     Reaperte as porcas das rodas nos intervalos especificados pelo fabricante.

     Ao realizar a separação das demais peças do pneu do aro tenha cuidado, pois a separação explosiva de um pneu do aro pode acabar causando ferimentos muito sérios ou até a morte dependendo do impacto.

Mostrando a separação abrupta do pneu das demais peças do aro

 
 
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